6.PLANIFICAÇÃO

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Na actividade do docente na sala de aula deve ser antecedida por uma planificação, referencial orientador da prática lectiva, daí a pertinência da abordagem teórica deste tema e confronto com o que é feito pelos docentes.

Em relação à primeira questão “O que condiciona a planificação do ensino?” foram destacados os seguintes aspectos:

  • Conhecimentos científicos- sobre este aspecto é de considerar a natureza do conhecimento científico, os métodos de trabalho, os conhecimentos teóricos e os esquemas conceptuais.
  • Crenças e teorias- aspectos que estão relacionados com as ideias/concepções do docente e que se vão repercutir no processo ensino/aprendizagem – um número significativo de docentes utiliza o ensino transmissivo, reflexo da sua formação inicial e da vivência como aluno; a docência que resulta do que admite sobre o papel do professor e do aluno; a educação, aspecto que está relacionado com a concepção que o docente tem sobre o papel social da escola; aspectos ideológicos, isto é, a ideologia profissional do professor.
  • Experiência prática
  • Conhecimento didáctico- é um outro ítem que tem em conta a psicologia da aprendizagem, as linhas de investigação (o que se conhece), o desenvolvimento curricular e a avaliação (quando?quem? como? para quê?)

Todos estes aspectos referidos condicionam a planificação anual, quer a trimestral e a de aula e vão reflectir-se na intervenção na aula.

Quanto ao segundo problema “O que têm em conta os professores na planificação do seu ensino?” pretende-se fazer uma análise da prática dos docentes. Foram destacados os seguintes aspectos:

Livro adoptado serve de referência aos conteúdos e não as Orientações Programáticas emanadas da tutela. Por tal, o docente centra-se nos conteúdos para fazer e concretizar a sua planificação e, deste modo, tem um prática focalizada num ensino académico.

Os professores têm em conta os conhecimentos gerais e capacidades intelectuais dos alunos –por exemplo, domínio da matemática, na leitura e interpretação de textos escritos…- que advêm da sua experiência profissional, que lhe permite um conhecimento empírico.

No terceiro problema “Que tipo de interacção e de estratégias/actividades exploram mais?” foi feita uma análise sobre o “tipo de aulas” que os professores promovem. Neste sentido, foram focados os seguintes aspectos:

O predomínio da  exposição, verificando que para alguns docentes só a exposição. Não é tido em conta o tempo de concentração dos alunos.

O trabalho individual do aluno após o qual é raro existir um debate ou uma exposição do professor para sistematizar/organizar as ideias. Mesmo quando é utilizada a estratégia de trabalho de grupo há um escasso recurso ao debate. O tempo dessas actividades é variável. No entanto, não existe uma homogeneidade das actividades de professor para professor.

As actividades individuais – muitas vezes exercícios – ou em grupo não são difíceis, não exigindo o desenvolvimento de competências de de nível cognitivo mais elevado. Contudo, estudos realizados levam a concluir que as actividades mais difíceis são mais importantes para os alunos, pois estes sentem-se mais motivados para a aprendizagem.

A última questão “Uma perspectiva inovadora do processo ensino: como planificar uma unidade didáctica?” sobre a qual foram considerados aspectos considerados relevantes. Ausubel (1968) alerta para partir daquilo que o aluno já sabe e basear-se nisso. É de referir que Vygostky “A perspectiva sociocultural da aprendizagem e desenvolvimento” também defende essa ideia, para que a aprendizagem tenha significado para o aluno. Cachapuz defende os seguintes três aspectos:

Problematização

Definição das metodologias

avaliação

Relativamente à problematização existe uma interacção entre os diferentes aspectos, que são:

  • Currículo-onde são definidas as competências: conhecimentos, capacidades, atitudes e valores.
  • Saberes dos alunos/concepções alternativas – que se reportam às capacidades no domínio do pensar; as atitudes relativamente à Ciência e Tecnologia; e o respeito pelos outros e pelas suas opiniões.
  • Situações problemáticas –  podem ser suscitadas pelo professor ou pelo aluno, mas devem ter em conta casos/acontecimentos sociais para que tenham sentido para o aluno.
  • Quanto à definição de metodologias deve-se dosear de um modo equilibrado as estratégias centradas no professor e as centradas no aluno – debates, resolução de problemas, trabalho de projecto, trabalho laboratorial, saídas de campo, pesquisas.
  • No que concerne à avaliação deve-se ter em conta o processo ensino/aprendizagem utilizado – diagnóstica, formativa e sumativa – e os produtos – conhecimentos, capacidades e atitudes/valores.

A planificação defendida por Cachapuz  visa um ensino construtivista.

Após isto, houve a apresentação de algumas planificações, entre as quais a minha sobre a qual foi referido que é essencialmente académica e não foi feito qualquer comentário à grelha de observação, creio que por ter sido elaborada pelo meu Departamento Curricular. Aceito  o comentário porque foi esclarecedor de algumas estratégias que considerava assentatarem num ensino não transmissivo. Foi um outro momento de aprendizagem.

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