2.ASSUNTOS DA DIDÁCTICA E DESENVOLVIMENTO CURRICULAR II

25/2

Nesta aula ficou definido que iremos visualisar as temáticas das TIC que serão contextualizadas para o 3ºciclo do EBS e secundário, uma vez que essa disciplina está orientada para o 1º ciclo do EBS. A razão desta aprendizagem prende-se com a necessidade de nem todos terem aquela disciplina e ser importante a aquisição de conhecimentos nessa área não só para esta disciplina como também para a tese do mestrado.

Foram definidos os assuntos desta aula, que são: o tema que cada elemento seleccionou para o artigo; aprender o programa wordpress para a criação de um blog pessoal, onde constará o portefólio, entre outros aspectos. O blog deverá ter um nome e vai ser aberto para que as reflexões/questões/problemas tenham um feed-back do público.

Em termos de calendarização das actividades a desenvolver neste semestre ficou definido o seguinte:

4/3- o tema vai ser sobre avaliação, que será abordado pela visualização de um vídeo, e as questões deverão ser usadas no portefólio e no artigo.

11/3- trabalho autónomo.

18/3- serão abordados novos dados e questões sobre a Educação para o Desenvolvimento Sustentável.

25/3- o tema vai ser sobre A Importância da Aprendizagem em contextos não formais.

8/4- trabalho autónomo.

15/4-nesta aula vai ser abordado a temática Interdisciplinaridade no Ensino das Ciências e para tal vai-se visionar uma exposição.

22/4 – será abordado o assunto trabalho prático.

6/5- vai ser feito o visionamento de um vídeo sobre Sexualidade e Educação Sexual.

13/5-trabalho autónomo.

20/5-trabalho autónomo.

27/5- apresentação do artigo.

Com a abordagem dessas diferentes temáticas, pretende-se que seja feita uma reflexão sobre:

– o que foi feito na prática pedagógica e quais os constrangimentos e problemas que surgiram;

– e, face à análise feita sobre esse temas, os contributos dos temas para o melhoramento da actividade profissional.

Em termos de reflexão pessoal considero que as temáticas a abordar são pertinentes no contexto actual do nosso Sistema Educativo, porque:

– fazem parte das medidas políticas preconizadas nos currículos dos ensinos básico e secundário;

– a implementação do processo ensino/aprendizagem não tem sido feita com as estratégias mais eficazes. Tenho consciência de que a minha formação é insuficiente e o que tenho feito é pouco face ao que se pretende em termos de formação dos alunos. Contudo, não posso deixar de destacar o facto de no ensino secundário, os conteúdos programáticos da Biologia e Geologia não estarem totalmente articulados com disciplinas afins –caso da Física e da Química- o que não permite a abordagem de certos assuntos numa perspectiva interdisciplinaridade. É de acrescentar a isto a pouca abertura da parte dos colegas quando se pretende desenvolver, a nível do conselho de turma, um ensino numa perspectiva interdisciplinar. Quanto ao tema Educação para o Desenvolvimento Sustentável, é de referir que as disciplinas de Ciências Naturais (ensino básico), Biologia e Geologia (10º e 11º anos), Biologia (12º ano) e Geologia (12º ano), estão estruturadas nessa perspectiva, o que acho óptimo, porque permite a formação de cidadãos “ecológicos” conscientes.No entanto, reconheço que no ensino secundário, os conteúdos são bastante extensos, o que dificulta a implementação de estratégias que fomentem, através do ensino das ciências, a plena consciencialização dos alunos e, consequentemente, que venham a ser cidadãos que tenham atitudes reveladoras de posições correctas, em termos de desenvolvimento sustentável. No ensino básico, o principal entrave à eficácia do ensino das ciências para o desenvolvimento sustentável é a reduzida carga horária semanal e o facto de sermos obrigados a cumprir os conteúdos programáticos. Não posso deixar de referir que tenho utilizado o ensino não formal para ultrapassar as limitações que referi, mas questiono-me sobre a grande eficácia, face ao que se pretende sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável. As disciplinas que lecciono permitem a utilização de trabalhos práticos, designadamente laboratoriais, experimentais e de campo. Os entraves anteriormente referidos para os ensinos básico e secundário fazem com que se subvalorize o trabalho prático, face ao que se deveria fazer no ensino das ciências A Sexualidade e a Educação Sexual abordo no 9º ano de escolaridade, uma vez que o programa contempla conteúdos que se relacionam com esse tema e a minha acção educativa é complementada com a intervenção de um elemento do Centro de Saúde. É uma temática importante para a formação integral e harmoniosa dos alunos, apesar de verificar da parte de alguns discentes alguma relutância, que é reflexo da formação em ambiente familiar. Tendo em conta que a Sexualidade e a Educação Sexual é um assunto que não se restringe ao estudo da reprodução humana, em todos os anos de escolaridade é possível abordar esse tema, por exemplo, a partir de certas atitudes reveladoras de certas emoções/valores/afectos dos alunos na sala de aula. Dada a minha experiência profissional, a componente curricular não disciplinar, Área de Projecto, é a que permite desenvolver um processo ensino/aprendizagem com carácter inter e transdisciplinar sobre diferentes temas, inclusivé os anteriormente referidos. Os alunos, em pequenos grupos, utilizam a metodologia do trabalho de projecto. Assim, os discentes conseguem adquirir várias competências que, por vezes, não são desenvolvidas nas disciplinas. Considero que a Área de Projecto é uma componente curricular bastante enriquecedora em termos de formação global. Foi uma experiência profissional bastante aliciante e, apesar de ter conseguido que os alunos adquirissem certas competências, reconheço que houve falhas. Estas não deixam de ter valor, uma vez que irão ser evitadas em situações futuras, o que contribuirá para a melhoria da minha acção educativa, quando vier a leccionar a Área de Projecto.

Para o artigo propus como tema o trabalho laboratorial com o qual pretenderei abordar os constrangimentos e o modo como superá-los no ensino das ciências em contexto de CTSA. Os constrangimentos reportam-se aos que os docentes sentem na leccionação, para os quais serão encontradas possíveis soluções a partir de estudos/investigações já realizadas. A razão desta opção, que foi aceite, já foi focada.  Claro que os outros temas também são pertinentes no contexto actual do sistema de ensino, daí alguma indecisão pessoal, antes de ter tomado uma decisão. Mas, nesta aula, verifiquei  que os outros colegas seleccionam outros temas e que coincidem com alguns dos que também considero importantes, pelo que espero vir a beneficiar com os resultados da tese do mestrado deles.

Por fim, foram dadas informações sobre a organização do blog, construído no WordPress. Senti-me bastante confuso, porque é uma área da informática que não domino. Foi um mau momento da aula para mim, porque senti-me totalmente perdido e desanimado.

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