9.TRABALHO PRÁTICO

Esta sessão teve início com a apresentação do esquema abaixo, com o qual se pretendeu clarificar os conceitos que nele constam.

Assim, qualquer trabalho prático assenta na actividade do aluno, a qual pode consistir na resolução de exercícios, na pesquisa de informação, na entrevista à comunidade educativa. O trabalho laboratorial implica o manuseamento de material, o qual pode ter como finalidade a verificação dos conhecimentos adquiridos ou pode partir de uma situação problemática em que há uma manipulação e controlo de variáveis. Neste caso é um trabalho experimental. O trabalho de campo é realizado no campo, onde se poderão utilizar materiais de laboratório e ter um carácter experimental.

            Em seguida foram apresentadas as perspectivas do ensino das Ciências. Em termos cronológicos tem-se a aprendizagem por transmissão seguida sob o ponto de vista pedagógico pelo método da descoberta. Ambas as pedagogias baseiam-se na epistemologia  do conhecimento empirista e na psicologia behavorista. Posteriormente, com base numa epistemologia racionalista, surge a psicologia cognitivista, que serviu de base à pedagogia da mudança conceptual por construtivismo e também à corrente pedagógica que actualmente é defendida pelos investigadores, aprendizagem por descoberta sócio-cultural. Estas diferentes perspectivas do ensino das ciências reflectem-se na visão dos trabalhos práticos, que foram de carácter reducionista e, actualmente, são integracionistas – os trabalhos experimentais visam a resolução de problemas são contextualizados, isto é, surgem do quotidiano e, por oposição à visaõ reducionista, não têm um só algoritmo de resolução e uma só solução .

Entre outros aspectos focados destaco Hodson (1994) que considera como finalidades do trabalho prático e em que medida aquelas podem não conduzir ao que se pretende com este tipo de trabalhos. Assim, a motivação (finalidade), pode não se verificar pois pode reduzir-se a um manuseamento/execução rotineiro e pobre de procedimentos, que resultam de uma situação apresentada pelo professor, sem significado para o aluno. A finalidade facilitar a aprendizagem, pode não levar o aluno a compreender os conceitos/princípios científicos, quando faltam fundamentos teóricos (ex. no ensino pela descoberta), e também ausência de contextos/informação factual. Face ao referido, pode criar mais confusão no discente, isto é, o trabalho laboratorial/experimental não garante, por si mesmo, a aprendizagem de conteúdos. Outra finalidade é ilustrar como se estudam problemas científicos, que poderá não ser concretizada quando, por exemplo, os alunos não são envolvidos no projecto/planificação. Ensinar competências laboratoriais, poderá ser uma finalidade não atingida quando o aluno utiliza material que desconhece ou quando as tarefas realizadas restringem-se a um manuseamento rotineiro, repetitivo. Por último, a finalidade desenvolver atitudes científicas poderá não ser atingida, quando as actividades laboratoriais resultam na resolução de problemas formulados pelo professor, quando o aluno segue os passos de um protocolo, aspectos que levam a uma visão da ciência como um conjunto de dados factuais. Para evitar estes aspectos que não conduzem à concretização das finalidades dos trabalhos práticos, deve-se seguir certos princípios orientadores que diminuem a sobrecarga cognitiva aos discentes, que são:

– saber quais são os materiais/equipamentos necessários, para que servem, como se utilizam.

– possuir conhecimentos teóricos básicos sobre a que propósito vem este trabalho, relaciona-se com que temática…

– ter um conhecimento claro/explícito dos objectivos do trabalho e da contextualização deste face aos objectivos.

– possuir o suporte teórico e a sua relação com a prática.

-saber o que é um registo, o que interessa registar e o tipo de análise e respectivas conclusões a fazer na actividade prática.

Em termos de reflexão da minha actividade profissional, sempre valorizei os trabalhos práticos, designadamente os laboratoriais e, por vezes, os de campo. Isto deve-se ao facto de na minha formação inicial ter tido uma grande componente prática. Contudo, ao longo do meu percurso profissional, só após a penúltima reforma é que tenho fomentado trabalhos experimentais, em que há manipulação e controlo de variáveis, com o objectivo de verificar conhecimentos adquiridos e, algumas vezes, surgiam para resolver problemas que são formulados por mim ou, algumas vezes, parto das concepções que os alunos possuem. Quando os trabalhos laboratoriais visam a resolução de problemas, os alunos terão que fazer uma prévia pesquisa. Os problemas eram descontextualizados do quotidiano, pois resultavam da abordagem do tema, e, por isso, admito que possam não ter tido significado para todos os alunos. Nunca fiz trabalhos práticos demonstrativos, por considerar que não é a via que conduza a uma aprendizagem em ciências experimentais. Nos trabalhos práticos tive sempre o cuidado de os alunos terem conhecimento: acerca do/s objectivos pretendidos com os trabalhos laboratoriais, de modo a que compreendessem a relação entre esses trabalhos e os temas abordados; sobre o uso de materiais e equipamentos; dos registos dos resultados e sua discussão, diferenciando esta das conclusões; e de serem capazes de redigir uma relatório do trabalho prático, obedecendo à estrutura de um relatório científico, o qual foi sempre avaliado, tendo em conta o sucesso. A avaliação dos trabalhos laboratoriais sempre incidiram sobre a execução, com base numa grelha, e também do relatório. Reconheço que no ensino básico promovo um ensino em que os trabalhos laboratoriais são reduzidos, não transmitindo aos discentes o carácter experimental das Ciências Naturais. Isto deve-se a um constrangimento: a obrigatoriedade de cumprir os conteúdos programáricos, que são extensos, e a carga horária semanal ser reduzida. No ensino secundário, apesar dos conteúdos programáticos serem extensos, os temas das unidades didácticas, assim como a carga horária semanal, permitem que eu promova várias actividades laboratoriais e algumas de campo no ensino da Biologia e da Geologia. Em cada ano de escolaridade do ensino secundário, os alunos realizam dois trabalhos de pesquisa de informação, em pequeno grupo,  os quais são expostos e debatidos no grupo turma. Pretendo com este tipo de prática que os alunos desenvolvam competências de recolha, selecção e tratamento da informação em diferentes fontes e ainda estruturar, por escrito, essa informação, bem como ser capaz de a fundamentar durante o debate em grande grupo.

Em síntese, não fomento práticas com base na aprendizagem da descoberta sócio-construtivista – conhecimento adquirido no mestrado- mas, algumas vezes,  a mudança conceptual é a pedagogia que utilizo nos trabalhos laboratoriais do ensino secundário, como referi anteriormente. Além disto, também utilizo o trabalho de pesquisa, porque também contribuem para o desenvolvimento de competências. 

Assim, qualquer trabalho prático assenta na actividade do aluno, a qual pode consistir na resolução de exercícios, na pesquisa de informação, na entrevista à comunidade educativa. O trabalho laboratorial implica o manuseamento de material, o qual pode ter como finalidade a verificação dos conhecimentos adquiridos ou pode partir de uma situação problemática em que há uma manipulação e controlo de variáveis. Neste caso é um trabalho experimental. O trabalho de campo é realizado no campo, onde se poderão utilizar materiais de laboratório e ter um carácter experimental.

            Em seguida foram apresentadas as perspectivas do ensino das Ciências. Em termos cronológicos tem-se a aprendizagem por transmissão seguida sob o ponto de vista pedagógico pelo método da descoberta. Ambas as pedagogias baseiam-se na epistemologia  do conhecimento empirista e na psicologia behavorista. Posteriormente, com base numa epistemologia racionalista, surge a psicologia cognitivista, que serviu de base à pedagogia da mudança conceptual por construtivismo e também à corrente pedagógica que actualmente é defendida pelos investigadores, aprendizagem por descoberta sócio-cultural. Estas diferentes perspectivas do ensino das ciências reflectem-se na visão dos trabalhos práticos, que foram de carácter reducionista e, actualmente, são integracionistas – os trabalhos experimentais visam a resolução de problemas são contextualizados, isto é, surgem do quotidiano e, por oposição à visaõ reducionista, não têm um só algoritmo de resolução e uma só solução .

Entre outros aspectos focados destaco Hodson (1994) que considera como finalidades do trabalho prático e em que medida aquelas podem não conduzir ao que se pretende com este tipo de trabalhos. Assim, a motivação (finalidade), pode não se verificar pois pode reduzir-se a um manuseamento/execução rotineiro e pobre de procedimentos, que resultam de uma situação apresentada pelo professor, sem significado para o aluno. A finalidade facilitar a aprendizagem, pode não levar o aluno a compreender os conceitos/princípios científicos, quando faltam fundamentos teóricos (ex. no ensino pela descoberta), e também ausência de contextos/informação factual. Face ao referido, pode criar mais confusão no discente, isto é, o trabalho laboratorial/experimental não garante, por si mesmo, a aprendizagem de conteúdos. Outra finalidade é ilustrar como se estudam problemas científicos, que poderá não ser concretizada quando, por exemplo, os alunos não são envolvidos no projecto/planificação. Ensinar competências laboratoriais, poderá ser uma finalidade não atingida quando o aluno utiliza material que desconhece ou quando as tarefas realizadas restringem-se a um manuseamento rotineiro, repetitivo. Por último, a finalidade desenvolver atitudes científicas poderá não ser atingida, quando as actividades laboratoriais resultam na resolução de problemas formulados pelo professor, quando o aluno segue os passos de um protocolo, aspectos que levam a uma visão da ciência como um conjunto de dados factuais. Para evitar estes aspectos que não conduzem à concretização das finalidades dos trabalhos práticos, deve-se seguir certos princípios orientadores que diminuem a sobrecarga cognitiva aos discentes, que são:

– saber quais são os materiais/equipamentos necessários, para que servem, como se utilizam.

– possuir conhecimentos teóricos básicos sobre a que propósito vem este trabalho, relaciona-se com que temática…

– ter um conhecimento claro/explícito dos objectivos do trabalho e da contextualização deste face aos objectivos.

– possuir o suporte teórico e a sua relação com a prática.

-saber o que é um registo, o que interessa registar e o tipo de análise e respectivas conclusões a fazer na actividade prática.

Em termos de reflexão da minha actividade profissional, sempre valorizei os trabalhos práticos, designadamente os laboratoriais e, por vezes, os de campo. Isto deve-se ao facto de na minha formação inicial ter tido uma grande componente prática. Contudo, ao longo do meu percurso profissional, só após a penúltima reforma é que tenho fomentado trabalhos experimentais, em que há manipulação e controlo de variáveis, com o objectivo de verificar conhecimentos adquiridos e, algumas vezes, surgiam para resolver problemas que são formulados por mim ou, algumas vezes, parto das concepções que os alunos possuem. Quando os trabalhos laboratoriais visam a resolução de problemas, os alunos terão que fazer uma prévia pesquisa. Os problemas eram descontextualizados do quotidiano, pois resultavam da abordagem do tema, e, por isso, admito que possam não ter tido significado para todos os alunos. Nunca fiz trabalhos práticos demonstrativos, por considerar que não é a via que conduza a uma aprendizagem em ciências experimentais. Nos trabalhos práticos tive sempre o cuidado de os alunos terem conhecimento: acerca do/s objectivos pretendidos com os trabalhos laboratoriais, de modo a que compreendessem a relação entre esses trabalhos e os temas abordados; sobre o uso de materiais e equipamentos; dos registos dos resultados e sua discussão, diferenciando esta das conclusões; e de serem capazes de redigir uma relatório do trabalho prático, obedecendo à estrutura de um relatório científico, o qual foi sempre avaliado, tendo em conta o sucesso. A avaliação dos trabalhos laboratoriais sempre incidiram sobre a execução, com base numa grelha, e também do relatório. Reconheço que no ensino básico promovo um ensino em que os trabalhos laboratoriais são reduzidos, não transmitindo aos discentes o carácter experimental das Ciências Naturais. Isto deve-se a um constrangimento: a obrigatoriedade de cumprir os conteúdos programáricos, que são extensos, e a carga horária semanal ser reduzida. No ensino secundário, apesar dos conteúdos programáticos serem extensos, os temas das unidades didácticas, assim como a carga horária semanal, permitem que eu promova várias actividades laboratoriais e algumas de campo no ensino da Biologia e da Geologia. Em cada ano de escolaridade do ensino secundário, os alunos realizam dois trabalhos de pesquisa de informação, em pequeno grupo,  os quais são expostos e debatidos no grupo turma. Pretendo com este tipo de prática que os alunos desenvolvam competências de recolha, selecção e tratamento da informação em diferentes fontes e ainda estruturar, por escrito, essa informação, bem como ser capaz de a fundamentar durante o debate em grande grupo.

Em síntese, não fomento práticas com base na aprendizagem da descoberta sócio-construtivista – conhecimento adquirido no mestrado- mas, algumas vezes,  a mudança conceptual é a pedagogia que utilizo nos trabalhos laboratoriais do ensino secundário, como referi anteriormente. Além disto, também utilizo o trabalho de pesquisa, porque também contribuem para o desenvolvimento de competências.

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