5.A EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE

Nesta aula de 18 de Março visionei o vídeo da exposição feita pela Dra Patrícia Sá sobre a sua tese de mestrado subordinada ao tema “Antropoceno: risco ou oportunidade”, na qual abordou as seguintes ideias:

  • A Terra é um planeta finito e limitado e o Homem tenta dominar dominá-lo com intervenções que têm contaminado os diferentes subsistemas terrestres. Face a esta intervenção humana o nosso Planeta está em risco, daí a necessidade da sustentabilidade, para resolver a emergência planetária.
  • As acções do Homem sobre o ambiente intensificaram-se com o aumento do tamanho da população, pois são cada vez mais e o aumento populacional é mais rápido, o que comprovou com dados estatísticos. O referido aumento populacional implicou um incremento desorganizado de consumo dos recursos naturais. Os reflexos da intervenção do Homem no ambiente são vários, entre os quais foram referidos as alterações climáticas, a destruição da camada de ozono, a grande periodicidade de fenómenos naturais – ciclones, tornados, sismos…que, segundo referiu a mestrada, são atribuídos à acção do Homem.
  • Os impactes nos ecossistemas vão reflectir-se no próprio Homem, uma vez que depende dos recursos naturais. Actualmente, vive-se numa sociedade em que há um consumo que supera em mais de 25% o poder do nosso planeta repor, o que levanta o problema do esgotamento dos recursos necessários à satisfação das necessidades da humanidade.

Apesar de ser considerado desnecessário o visionamento da globalidade do vídeo, deu para entender que a tese focou a interacção Homem-ambiente e seus reflexos, daí o título da tese.

Concordei com a decisão tomada pela turma, uma vez que a tese fez uma abordagem teórica da temática, o que não representou para mim uma aprendizagem. Esperava, tal como a turma, que o tema fosse abordado em contexto de ensino/aprendizagem. Contudo, foi feito um aproveitamento nesta perspectiva, tendo sido focado os seguintes aspectos relevantes para a educação para a cidadania:

  • Os conteúdos programáticos dos ensinos básicos e secundários contemplam a intervenção do Homem nos ecossistemas, tema problemático da conjuntura actual da sociedade, o que permite o ensino na perspectiva CTSA.
  • A aborgagem pode partir de notícias, nomeadamente de jornais, revistas… que servirão para que os alunos, após leitura, formulem problemas, que servirão de orientação a um trabalho de pesquisa, a realizar em pequeno grupo. Assim, cria-se uma situação de aprendizagem sócio-construtivista – o ensino por pesquisa. Foi destacada a importãncia da aprendizagem conduzir à consciencialização para o desenvolvimento numa perspectiva ecológica e, por isso, os alunos devem ser envolvidos em intervenções sociais, pois só deste modo é que há mudanças de atitudes/comportamentos. Como exemplos de educação ecológica foram referidos o caso de “Limpar Portugal”, a realizar no dia 20 de Março e a contagem do número de embalagens colocadas no lixo durante uma semana, proposta feita a alunos do 8º ano, pela Dra Teresa Bettencourt. Na minha actividade profissional, ao abordar a acção do Homem sobre o ambiente, utilizo como estratégia um diagnóstico inicial, feito com base numa prova escrita e depois distribuo guiões com os objectivos dos diferentes aspectos a contemplar na intervenção do Homem nos ecossistemas, que são resolvidos em pequeno grupo e depois debatidos a nível de turma. Reconheço que parto das concepções que os alunos possuem, mas é fomentada uma aprendizagem centrada nos conceitos que pretendo que os alunos adquiram durante o debate a nível de turma e que vão ser verificados, posteriormente, na avaliação escrita. Raramente tenho proposto aos discentes a realização de uma actividade que demonstre a consciencialização para a educação ecológica. Admito que, por vezes, preocupo-me mais com a aquisição de competências académicas do que as de atitudes/valores, o que é explicado pela formação inicial, que é um referencial que não muda facilmente. Esta é a razão de me ter matriculado no mestrado, para que adquira uma formação com a qual obtenha outras competências profissionais.

Ainda a propósito do assunto tive a oportunidadede rever as concepções epistemológicas, psicológicas e didácticas sobre o processo ensino-aprendizagem, que são:

  • O ensino transmissivo e o ensino à descoberta são métodos didácticos que se baseiam na corrente psicológica behavorista que defende que a aprendizagem resulta do estímulo-resposta, ou seja, é exterior ao indivíduo. Sob o ponto de vista epistemológico (Ciência do Conhecimento) é positivista. O Positivismo defende a idéia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. Assim sendo,  não consideram-se todas as outras formas do conhecimento humano que não possam ser comprovadas cientificamente. Tudo aquilo que não puder ser provado pela ciência é considerado como pertencente ao domínio teológico-metafísico caracterizado por crenças e  superstições. Para os Positivistas o progresso da humanidade depende única e exclusivamente dos avanços científicos, único meio capaz de transformar a sociedade e o planeta Terra.
  • O ensino por mudança conceptual e o ensino por pesquisa são métodos didácticos assentes numa psicologia construtivista que admite que a aprendizagem só se verifica quando é assente na mente do aluno. O ensino por mudança conceptual parte daquilo que o aluno sabe sobre um determinado conteúdo e gera-se o conflito com o qual se visa a mudança conceptual. Assenta nos conceitos e poderá ter resultados finais diferentes dos pretendidos, tais como: o aluno ficar com duas concepções ou ficar com outra concepção diferente da que se queria. O ensino por pesquisa assenta numa comunicação interactiva/dialógica permitindo o desenvolvimento de competências não só do saber, mas também do saber-ser e saber-estar. A aplicação deste método deve ser aplicado quando o aluno atingiu um determinado grau de competências e requer, da parte do docente uma assistência permanente. Ambos os métodos têm como fonte epistemológica o racionalismo, que é a corrente filosófica que defende o raciocínio como a única via para procurar, estabelecer e propor caminhos para alcançar determinados fins.

Foi realçado o facto de que no processo ensino/aprendizagem devem ser utilizados vários métodos didácticos, o transmissivo, as concepções alternativas e o ensino por pesquisa. Esta versatilidade didáctica do docente é fundamental para o sucesso educativo, desde que o professor os métodos correctos nos momentos adequados ao grau de competências dos discentes, pois caso contrário não houve eficácia na aplicação do/s métodos.  

Em termos de reflexão final, considero que tenho fomentado um processo ensino/aprendizagem do tipo transmissivo e por mudança conceptual, este mais recentemente.

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