5.1.Proteger o Ambiente compensa – artigo da revista Visão (nº890)

Este artigo consiste numa entrevista a Philippe Weiler, ecologista da World Wildlife Fund (WWF), uma das maiores organizações ambientalistas do mundo) que é responsável pela coordenação do programa Climate Savers. Este programa visa uma política empresarial defensora do ambiente. As empresas associadas ao Climate Savers, em número de 23, utilizam fontes de energia renováveis, medidas para reutilizar o calor perdido e da redução na emissão de CO2 . Segundo o ecologista, a adesão das empresas resulta de uma consciencialização dos administradores em relação:

às alterações climáticas, resultantes dos impactes do Homem sobre o ambiente.

Os benefícios fiscais – taxas de juros dos empréstimos . por parte das instituições financeiras, que cada vez mais valorizam modelos de negócios sustentáveis.

O investimento em energias renováveis e outras com vista à protecção do ambiente trará uma vantagem financeira, porque há uma maior produção com menos recursos e evita-se uma contaminação dos ecossistemas. A propósito disto, o ecologista refere o  exemplo

as exigências legislativas e da própria sociedade que é cada vez mais exigente.

Os governos mundiais, mais cedo ou mais tarde, irão fomentar uma política da sustentabilidade, pelo que as empresas que estão abrangidas pelo Climate Savers estarão adaptadas a esse contexto, o que representará uma vantagem comparativamente às que não aderiram a esse programa.

Estas são as principais razões apresentadas para a adesão ao programa Climate Savers, com o qual pretende-se reduzir as emissões de CO2, até 2050, em 80% os valores de 1990. 

A Hora do Planeta foi a iniciativa criada pela WWF e que consistiu em apagar as luzes, durante 60 minutos, do passado dia 27 de Março.

Na minha opinião é de louvar atitudes destas organizações, uma vez que é uma via que implementa uma política com vista ao desenvolvimento sustentável, o que poderá ser uma força motora para que, a nível mundial, os governos venham a reconhecer a necessidade de implementar medidas conducentes a uma sociedade em que a produção de bens e o equilíbrio da natureza não sejam incompatíveis.

Não posso deixar de referir que há outras situações que são pseudo ecoligistas, caso de unidades produtivas que comercializam bens com etiquetas defensoras do ambiente, mas que não passa de uma técnica de marketing. Isto é característico de uma sociedade capitalista, em que para se obter o máximo lucro, recorre-se a a soluções enganadoras para problemas da sociedade.

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